quarta-feira, 29 de maio de 2019


O Conselho Consultivo da ESEC de Maracá-Jipioca realizou sua Vigésima Reunião Ordinária no telecentro do município de Amapá, nos dias 21 e 22 de maio de 2019. A reunião contou com a presença de 17 conselheiros.



Membros e Participantes do Conselho Consultivo.

Nas pautas da reunião, foram debatidos os projetos e resgate das pesquisas realizadas na unidade, como o Monitoramento de Manguezal e o Projeto de Pesquisa de Onças-Pintadas. Também foram abordados temas referentes ao conflito de pesca na região do Parque Nacional de Cabo Orange e a contaminação de mercúrio na região.

A analista ambiental e suplente do conselho Cassandra Oliveira (ICMBio) apresentou o processo de renovação do Conselho Consultivo da ESEC de maracá-Jipioca, partindo da criação, das portarias, até a nova composição do conselho, apresentando todas as instituições que o compõem. Foram exibidos 5 setores que devem fazer parte da nova composição, além do mapeamento das instituições que têm perfil para colaborar com a gestão da ESEC.

A representante da ONG IEPÉ - Renata Ferreira abordou a pesquisa de mercúrio que foi realizada no Estado do Amapá, mostrando os locais onde ocorreram as coletas e os componentes analisados para a pesquisa. Cecile Gama (IEPA) deu continuidade expondo a falta de estudos relacionados à contaminação de mercúrio, além dos graves problemas causados pelo metal no organismo humano. 

Cecile Gama, Representante do Instituto de Pesquisa Científica
 e Tecnologia do Estado do Amapá (IEPA).

Apesar de não haver como substituir o mercúrio por outro material para o uso no garimpo, Cecile informou que existem boas práticas que podem ser adotadas em garimpos, e que na região de Oiapoque os níveis de contaminação são mais baixos, porém faltam estudos sobre a contaminação nas pessoas da região. 

Sobre os conflitos de pesca no Litoral do Amapá, de acordo com o analista Paulo Silvestro (PNCO) a problemática relacionada a captura da pesca gó, se trata da pressão que os pescadores artesanais de Oiapoque e Calçoene têm sofrido na região devido ao uso da malha pequena (35mm) como material de pesca, o que gera a captura de filhotes de outras espécies de peixes que na fase adulta são alvos dos pescadores locais. 

Analista Paulo Silvestro, representante do 
Parque Nacional do cabo Orange.



O analista sugeriu a criação de uma câmara técnica no conselho de Maracá integrada ao conselho de Cabo Orange, para que haja troca de informações sobre a pesca e discussão sobre esta modalidade de pesca na região.

O presidente do conselho Iranildo Coutinho (EEMJ) informou que o monitoramento de manguezal na ESEC de Maracá, costuma ser feito em locais com exploração, mas por Maracá conter uma área considerável de mangue, acabou entrando no monitoramento. Devido à falta de recurso humano e financeiro, o monitoramento ocorre apenas uma vez por ano.

Iranildo Coutinho, presidente do Conselho Consultivo 
da Esec de Maracá-Jipioca.

Entre os trabalhos de pesquisas realizados na unidade, Iranildo Coutinho apresentou o atual projeto de pesquisa com onças-pintadas, suas hipóteses, objetivos, áreas de estudo, parceiros, primeiros dados e resultados obtidos a partir do monitoramento utilizando armadilhas fotográficas.

Após a aprovação da ATA pela plenária, foi encerrada a vigésima Reunião Ordinária do Conselho Consultivo da Estação Ecológica de Maracá-Jipioca.

Membros do Conselho Consultivo da Estação Ecológica de Maracá-Jipioca 
após a finalização de sua Vigésima Reunião Ordinária.